quarta-feira, 25 de março de 2009

Aula de terça no Laboratório

Estas fotos foram tiradas com o celular da Simone e, portanto, ficaram fora da apresentação anterior e corresponde a primeira parte da aula quando fomos ao Laboratório de Agricultura comparar algumas plantas coletadas com as que temos por lá.

terça-feira, 24 de março de 2009

Aula 24 de março

Olha só a turma 07 no laboratório de Informática buscando informações sobre as plantas. É isso ai gente, tem que comparar, mas com a prática vai ficando mais fácil. Esta é uma etapa muito importante, embora trabalhosa, para a formação de um verdadeiro técnico em Agropecuária. Parabéns pelo empenho!

AGRIÃO DO BREJO - Erva de botão, lanceta, erva-lanceta e tangará, surucuina, cravo bravo.


Família botânica: Asteraceae
Nome Científico: Eclipta alba (L) Hassk.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA: Trata-se de uma planta herbácea, anual, bastante ramificada, ereta, com 30 a 80cm de altura. Possui caule de coloração arroxeada, levemente pubescente e alvacento. Folhas membranáceas, opostas, inteiras ou serrilhadas, sésseis, verdes nas duas faces, semi-amplexicaule, com 4 a 10cm de comprimento e 6 a 24mm de largura. Inflorescência em capítulos terminais ou axilares, isoladas longo-pedunculadas com flores brancas. Frutos do tipo aquênio inverso lanceolados, sub-quadrangulares, rugosos. Uma única planta pode produzir mais de 17 mil sementes, capazes de permanecer dormentes no solo, durante muitos anos. É um hospedeiro alternativo do nematóide Meloidogyne incógnita.
É uma invasora da lavoura de arroz de várzea, de pastagens e de culturas perenes de beira de estradas.

sábado, 7 de março de 2009

JOANINHAS

As joaninhas são insetos pequenos e coloridos, muito admirados por sua beleza e, em muitas culturas, símbolos de boa sorte e fartura. Esses simpáticos insetos pertencem à ordem Coleóptera, assim como os besouros, e à família Coccinellidae, para a qual já foram descritas mais de 5.000 espécies.
Os insetos da ordem Coleóptera possuem dois pares de asas. Um par é fino e membranoso e encontra-se sob o outro par de asas, chamadas de élitros, que são duras e resistentes. Os élitros da maioria das espécies de joaninhas possuem cores vibrantes, como amarelo, laranja e vermelho, com pequenos pontos pretos. Porém, algumas apresentam uma coloração escura e uniforme.
Estes insetos medem entre 0,3 mm e 10 mm de comprimento e possuem um par de antenas com função sensorial. As antenas são utilizadas na procura de alimentos, para localização espacial, procura por parceiros reprodutivos, entre outras funções. Para manter as antenas limpas, as joaninhas as esfregam com o primeiro par de patas, e, desta forma, removem resíduos que podem interferir em sua sensibilidade.
As joaninhas se alimentam de pequenos insetos, ácaros, pólen e néctar. Apenas duas espécies se alimentam de tecidos vegetais. Por sua vez, as joaninhas são predadas por insetos maiores, algumas espécies de pássaros e anfíbios.
Para se proteger, elas contam com algumas estratégias. A coloração vibrante pode atuar como uma forma de aviso ao predador sobre a sua impalatabilidade, ou seja, seu gosto ruim, ou sobre a sua toxicidade, evitando que o predador a ataque. Outra forma de defesa utilizada por algumas espécies é o comportamento de deitar-se com o abdome para cima, seguido da liberação de um líquido com odor desagradável. Dessa forma, a joaninha finge-se de morta e esquiva-se da atenção de seu predador.
Os afídeos, popularmente conhecidos como pulgões, são insetos pertencentes à ordem Hemyptera e parasitam diversas espécies vegetais. Os pulgões possuem um aparelho bucal do tipo sugador, com o qual perfuram os tecidos vegetais, alcançado seus vasos condutores e sugando sua seiva. São considerados pragas agrícolas e podem causar sérios prejuízos às plantações.
As joaninhas são predadoras vorazes de pulgões, alimentando-se tanto da forma adulta quanto da larva. Uma única joaninha pode comer mais de 50 pulgões por dia. Por esse motivo, as joaninhas são freqüentemente utilizadas para realizar o controle biológico desta praga em áreas de cultivo agrícola. Com esse objetivo, centenas de joaninhas são introduzidas na plantação para que, ao se alimentarem dos pulgões, livrem as plantas desse parasita.
Essa estratégia é interessante, pois evita o uso de inseticidas químicos, que podem ser tóxicos para o ambiente e para o homem. Porém, deve ser realizada com cautela e com base no conhecimento científico, uma vez que, caso seja introduzida uma espécie exótica, ou seja, que não ocorre naturalmente no local, corre-se o risco de provocar um desequilíbrio ecológico. O resultado pode ser desastroso, ocasionando o desaparecimento das espécies de joaninha nativas e também levando à desequilíbrios na cadeia alimentar do ecossistema.
Um caso famoso ocorreu nos Estados Unidos, quando uma espécie asiática foi introduzida em plantações para controlar os pulgões e, por falta de predadores, acabou por se reproduzir descontroladamente, transformando-se numa praga doméstica que infesta casas e jardins.
As joaninhas, assim como os demais insetos, são organismos dióicos, ou seja, existem fêmeas e machos. Em muitas espécies, machos e fêmeas são morfologicamente diferentes, podendo apresentar tanto tamanhos quanto cores diferentes. A esta diferença é dado o nome de dimorfismo sexual. A fecundação é interna e pode ocorrer diversas vezes ao ano.
Em cada ciclo reprodutivo, a fêmea pode colocar de 10 a mais de 1.000 ovos. Antes da postura, a joaninha procura um local adequado para a eclosão dos ovos, geralmente depositando-os de forma agrupada, sobre folhas ou caules de plantas, e próximos a fontes de alimento. Da sua eclosão até atingir a forma adulta, as joaninhas sofrem a chamada metamorfose completa, ou seja, passam pelos estágios de larva e pupa. Por isso, seu desenvolvimento é classificado como holometábolo (do grego holos, total, e metáboles, transformação).
Após um período que varia entre 4 a 10 dias, as larvas eclodem e começam a se alimentar. Muitas vezes, o primeiro alimento é a casca de seu próprio ovo. O tempo de eclosão das larvas depende da espécie, mas também está relacionado à temperatura do ambiente, sendo menor em regiões de clima tropical, ou nas estações quentes do ano. As larvas em nada lembram as joaninhas adultas. São alongadas e apresentam uma coloração escura.
Durante o seu crescimento, podem ocorrer de 4 a 7 mudas. As mudas, ou ecdises, são as trocas periódicas do exoesqueleto quitinoso que envolve o corpo dos artrópodes e que permite o seu crescimento.
Após um período que pode variar de uma semana até cerca de 20 dias, a larva se fixa a um substrato, geralmente caules ou folhas, e se transforma na pupa. A pupa é um estágio imóvel, no qual inúmeras transformações irão resultar no indivíduo adulto. Este estágio pode durar até cerca de 10 dias, dependendo da temperatura e da espécie.
Após este período, a parede da pupa se abre e, finalmente, emerge a forma adulta da joaninha. Assim que a joaninha sai da pupa, o seu exoesqueleto ainda é mole e vulnerável, por isso, ela permanece imóvel durante alguns minutos, até que ele endureça e ela possa voar. O tempo de vida de uma joaninha varia entre 3 até cerca de 9 meses.
Alice Dantas BritesEspecial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

quinta-feira, 5 de março de 2009

BICHO DA SEDA




O bicho-da-seda (Bombyx mori L) é identificado como de origem Japonesa, Chinesa, Europeia ou Indiana.
O B. mori apresenta um ciclo de vida típico de Lepidoptera, com quatro estadios distintos: ovos, lagartas, pupa e adulto, e finalizando com a metamorfose, as lagartas passam por cinco estadios que é classificado em 1a, 2a, 3a,4a e 5a idade. O bicho da seda tem uma dieta herbívora, alimentando-se basicamente de folhas de amoreira fresca, aumentando quase que setenta vezes seu tamanho original e ocupando quatro vezes mais o espaço inicial. Depois de 5 semanas, quando a lagarta está no 5º estadio, ela para de se alimentar, inicia a fiação do casulo e se converte em pupa, mais tarde esta se transformará em uma mariposa.

O bicho-de-seda fia a seda ao redor do seu corpo desenvolvendo movimentos geométricos em formato de oito, até que todo o seu líquido seja usado . Depois de 3 dias de fiação, o casulo está completo. A lagarta converte-se em pupa, e se for mantida viva, transforma-se em mariposa em aproximadamente 10 a 12 dias, e o ciclo de vida termina com o rompimento do casulo e quebra do longo fio de seda em muitos fios curtos.

ABELHAS



Existem cerca de 20.000 espécies de abelhas. As mais conhecidas são as comumente denominadas de abelha europa ou africanizada (mistura da abelha africana com a européia), porém existem também as chamadas abelhas indígenas as quais não tem ferrão (irapuá, jataí, mandaçaia, etc.) e normalmente enroscam no cabelo quando importunadas, bem como as mamangabas, abelhas grandes que em geral fazem seus ninhos no solo. Neste manual nos deteremos a comentar alguns aspectos da Apis mellifera (abelha europa ou africanizada).
As abelhas são consideradas insetos úteis porque:
- contribuem para a fecundação das flores propiciando aumento da produção de frutos e grãos;
- produzem o mel e a geléia real, importantes fontes energética e nutritiva;
- produzem o própolis à partir de substâncias resinosas dos brotos e cascas de vegetais, o qual atua como antibiótico natural.
Na sociedade das abelhas (Apis mellifera), distinguem-se 3 tipos de indivíduos: rainhas (possuem ferrão utilizado somente para postura), zangões (sem ferrão) e operárias (que possuem ferrão).
Alimentam-se do néctar e pólen que retiram das flores levando-os para a colméia e armazenando-os em favos, sendo que todo trabalho da colméia (coleta de pólen, néctar e própolis; limpeza; defesa; construção de favos e alimentação das larvas) é realizado pelas operárias.
As abelhas somente atacam quando se sentem perturbadas ou agredidas, sendo este um fato raro.
Em épocas de escassez de néctar, algumas vezes, invadem residências, confeitarias, panificadoras e outros locais à procura de açúcar; mas são inofensivas, não aplicam ferroadas à menos que alguém as apalpe, esmague ou tente afugentá-las com movimentos bruscos. Nestes casos é comum avistarmos uma abelha e depois várias delas. Este fato ocorre porque quando uma abelha descobre uma fonte de alimento, avisa as outras na colméia. Nesta situação recomenda-se retirar o alimento do local ou impedir o acesso das abelhas ao mesmo. A presença de algumas abelhas sobrevoando o local não representa um fator de risco para as pessoas, e nem indica presença de colméia próxima deste local, já que as abelhas podem percorrer uma distância média de 2 Km à procura de alimento.
Ciclo de vida
Uma colméia de Apis mellifera contém em média 50 a 60 mil indivíduos, sendo a maioria composta por operárias, alguns zangões e apenas uma rainha. O tempo de vida varia: a rainha vive em média de 2 a 5 anos, o zangão cerca de 80 dias e as operárias de 32 a 45 dias. Todos estes indivíduos sofrem metamorfose completa, isto é, passam pelas seguintes fases:
Ovo -> Larva -> Pupa -> Adulto
A rainha é a única fêmea fértil, e, depois de fecundada por vários zangões, armazena os espermatozóides por toda a vida, podendo botar até 2 mil ovos por dia na época das floradas. Dos ovos podem nascer operárias (fêmeas estéreis) e novas rainhas, o que vai depender do tipo de alimentação que a larva recebe. Já os zangões (machos da colméia), nascem de óvulos não fecundados.
Uma parte das abelhas de uma colméia, em determinadas condições (colméia muito populosa por exemplo), pode abandonar sua morada à procura de novo abrigo e constituem o que se denomina de enxame viajante.
O enxame é a família migrante composta, via de regra, por uma rainha-mãe acompanhada de uma boa parte das abelhas operárias e zangões.
Os enxames em geral são mansos, porque estão com as atenções voltadas para a sobrevivência da família e a guarda da sua rainha. A agressividade é esporádica e ocorre em situações em que as abelhas se sentem agredidas ou em situação de risco.
As abelhas quando estão enxameando levam uma reserva de mel nos papos e não conseguem dobrar o abdômen para aplicar o veneno.
De vez em quando elas pousam para descansar, é quando se amontoam em um canto formando um "cacho" em torno de sua rainha e se abrigam em locais como cobertura de garagem, árvores e outros locais. Algumas operárias ficam voando à procura de abrigo definitivo, que lhes ofereça proteção total, como forros de telhado, porões, cascas, muros ocos, móveis vazios e abandonados entre outros. Quando encontra, todas imigram para este local e começam a construção dos favos.
Importância para a saúde
A abelha é considerada um animal peçonhento por possuir um ferrão na região posterior do corpo que serve para inocular veneno. Sua picada pode causar reações alérgicas, cuja gravidade depende da sensibilidade do indivíduo, local e número de picadas, sendo aconselhável procurar atendimendimento médico.
Curiosidades
- A comunicação entre os membros de uma colméia é altamente desenvolvida, existe a "dança do requebrado" executada quando uma abelha retorna de uma coleta bem sucedida, comunica as outras operárias a natureza, direção e distância da fonte de alimento, oscila seu abdome e entre pulsações audíveis, movimentos circulares, mostram a direção, a freqüência do requebrado da cauda indica a distância, quanto mais próximo da colméia está o alimento, maior a freqüência de pulsações. Utilizam a posição do sol, se o requebrado da cauda é dirigido para cima, o alimento está localizado em direção do sol, com a inclinação indicam o ângulo do sol. Um relógio interno compensa a passagem do tempo entre a descoberta do alimento e o início da dança de forma que a informação permaneça correta, mesmo com a movimentação do sol neste intervalo.
Em dias nublados a polarização dos raios luminosos e a luz ultravioleta agem como referência indireta na ausência do sol.

Fontes: Prefeitura de São Paulo (www2.prefeitura.sp.gov.br) e Astral Saúde Ambiental (www.astral.ind.br)
Artigo retirado do http://www.ambientebrasil.com.br/